terça-feira, 3 de maio de 2011

Sou um Milagre

Domingo, dia 1º de maio, foi a beatificação do falecido Papa João Paulo II no Vaticano. Foi atribuído a ele o milagre realizado numa freira francesa que sofria de Mal de Parkinson que foi curada ao invocá-lo num momento de profunda dor.

Bem, assistindo a matéria na televisão, lembrei-me da história da minha vida, que também posso dizer que aconteceu um milagre, não do Papa mas de uma Padre chamado Pelágio.

Minha história eu conto assim: nasci em 24 de outubro de 1959, uma menina robusta, saudável, cheia de vida. Morava na rua 85, no Setor Sul em Goiânia. Em fevereiro de 1960, eu então com 4 meses de vida, fui acometida da doença mais temível da época: parilisia infantil.

Nesta época, houve um surto dessa doença no Setor Sul da capital e 14 crianças foram vítimas da poliomelite e eu fui uma delas. Nesse tempo já havia a vacina Sabin contra a doença, mas só podia ser aplicada a partir dos 06 meses de idade. Eu, com  apenas 4 meses, por ser muito robusta, contraí o virus.

Segundo meus pais, foi terrível a constatação da doença, quando eu tive uma febre altíssima e minha mãe me levou ao pediatra mais famoso da época (prefiro não mencionar o nome) e ele temeroso, pediu que nós nos retirássemos do seu consultório o mais rápido possível, com medo da contaminação de outras crianças - e até mesmo de suas filhas - que eram bem pequenas. Ele ainda disse para minha mãe se conformar com o destino, que fôssemos imediatamente para casa e que me colocasse isolada de todos até que a fase de contágio passasse.

O tão famoso médico disse que não poderia fazer nada para nos ajudar. Falou ainda que, naquelas condições, se eu não viesse a óbito, ficaria com sequelas irreversíveis, podendo não andar, não falar e viver uma vida vegetativa (o que aconteceu com algumas das outras crianças).

Imagino hoje, minha mãe, naquela situação, comigo nos braços, com uma sentença do médico, sem saber o que fazer. Graças a Deus, minha família sempre foi muito religiosa e minha mãe, mais que ninguém. Assim ela me levou para casa e não desistiu de tentar fazer algo para me salvar. Assim, me entregou nas mãos de Deus para que Ele conduzisse a minha vida.

Naquela semana então, chegou a Goiania, um médico ortopedista, vindo dos Estados Unidos da América, récem casado, especializado em sequela de poliomelite (pois ele também teve a mesma doença), chamado Dr. Cláudio de Almeida Borges, meu anjo protetor.

Meus pais, sabendo disso, foram até ele sem mim, pois estava isolada em casa e contaram o meu caso. Ele prontamente se dispôs a ir até onde eu morava e iniciou o tratamento a domicílio até que eu pudesse ser levada ao consultório. A minha paralisia foi total: só mexia os olhos e nada mais.Assim, ele pedia que minha mãe me colocasse numa banheira com água quase fervendo, para que meu corpo reagisse a alta temperatura e eu não esboçava nehuma reação. Apertava as chaves do carro em meu corpo e nada de reagir. Mas minha mãe e ele, não desistiram de mim.

O tempo foi passando e eu, dos quatro aos oito meses de vida, fiquei num leito de gesso, feito uma múmia, somente com os rosto de fora. Mamãe me colocava na parede próximo a ela que costurava o dia todo. e o que a animava é que com os olhos eu a seguia o tempo todo. Ela dizia que eu tinha vida nos olhos, que eu conversava com ela pelo olhar, como se pedindo: não desista de mim. E assim ela fez.

Mamãe me levava toda semana na novena em Trindade, onde o Padre Pelágio era o pároco. Assistia a missa e novena comigo no leito de gesso. O tempo foi passando e, aos nove meses, fui retirada do gesso para ver como minha musculatura reagia. Nada! Meu pescoço não segurava a cabeça: ela tombava ora para um lado ora para outro. Não sentava, meus membros superiores e inferiores eram moles, sem movimento.

Mesmo assim, minha mãe continuava a me levar em Trindade até que uma dia, durante a missa do Padre Pelágio, eu "xinguei" a minha mãe de "batata" dentro da igreja. Ela quase me deixou cair de tanto susto, pois do inicio da doença até aquele momento eu nunca mais tinha emitido nenhum som. Outras pessoas tiveram que me carregar pois minha mãe de tão assustada e comovida, somente tremia e chorava...

Ela não via a hora de chegar em casa e contar a todos que eu tinha retornado a voz, pois depois do "xingamento", não parei mais de emitir som. Chegando em casa, ela contou a meu pai e irmãos o que tinha acontecido. Todos ficaram muito alegres, e daí resolveram que iriam me levar até a Praça Civica para passear num carrinho de bebê. Quando foram calçar um sapatinho em mim, me puseram em cima da mesa da copa e no momento em que meu pai sustentou meu corpo para que minha mãe me calçasse, outro susto! Eu parei sentada sozinha e comecei a chutar minha mãe com as pernas. Voltaram os movimentos dos braços e pernas.

Meus pais, não se continham de alegria e agradeciam a Deus pelo milagre! Naquela tarde, na missa, o  Padre Pelágio, deu uma benção especial para mim, a pedido de minha mãe. Após a benção, durante a missa, começaram os prodígios e milagres.

A partir daí, me levaram ao Dr. Cláudio Borges, e quando ele me viu, exclamou:

- Milagre! Milage!

Ele dizia que, pela medicina da época, eu poderia melhorar um pouco mais, mas não daquela forma.

O tempo passou. Usei aparelho nas pernas e andei aos três anos de idade. Daí pra frente foram várias cirurgias corretivas, mas fui levando minha vida dentro da normalidade prevista a toda criança.

Brincava, corria, nadava, cantava (gosto de cantar até hoje), estudava. E cresci, namorei, me casei com um homem maravilhoso por dentro e por fora. Tive um filho que é uma benção para mim.

Hoje, aos 51 anos, olho pra trás e vejo o quanto Deus foi misericordioso comigo. Agradeço aos pais que tive, pela fé inabalável de minha mãe, pelo cuidado e carinho do meu anjo da guarda Dr. Cláudio, que faleceu no ano passado, infelizmente.

E se servir de alento para alguém a minha história, digo: Mãe não desista dos seus filhos! Por pior que possa parecer a situação, CREIAM! MILAGRES ACONTECEM...

Um beijo carinhoso,

Divina Helena de Camargo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Que alegria! O padre Luiz chegou!

Estive pensando na transferência do padre Luiz Augusto para outra paróquia ou outra missão, não sei. NO final, cheguei à conclusão de que para aonde quer que ele vá, será uma alegria imensa, uma benção, para o povo que tiver esse padre como pastor.

Um homem  de Deus da envergadura do padre Luiz não pode ficar preso a uma única paróquia, pois em outros lugares muitas outras pessoas também precisam ser evangelizadas, reaprender a ler a Bíblia, se fortalecer espiritualmente e, principalmente, aumentar a fé.

Apesar de não morar na Vila Canaã, tenho parentes que sempre moraram nos arredores. Por essa razão, na juventude, participava da comunidade da capelinha, tão singela quanto pequena, da vila. Os jovens da comunidade se reuníam num galpão, ao lada da capela, para o Encontro de Jovens com Cristo, o chamado Ejocri.

E assim se manteve a capelinha por muitos anos: frequentada apenas pela comunidade local. Até que um dia, chegou um padre de olhos azuis de uma transparência tão penetrante quanto confortante, de estatura pequena e de coração gigante, inquieto, com uma vontade de transformar não só aquela comunidade, mas toda nossa cidade e Estado, pregando o evangelho com veemência e, principalmente, vivendo-o por meio das obras de caridade que empreendeu nos últimos anos.

Quantas famílias foram transformadas, curadas, pelas mãos do padre Luiz com a ajuda de Deus! Todos os membros daquela comunidade tem um pouco desse padre no coração e por isso sua obra vai continuar pelas mãos dessas pessoas que aprenderam o real significado da palavra "fraternidade". Quantas pessoas encontraram conforto na alma e no corpo com as campanhas de alimentos, de roupa e, principalmente, de oração!

Eu mesma sou uma dessas pessoas que viveram de perto a fé florescer e transformar todos que por ali passavam. No momento que foi o mais terrível de minha vida, quando meu filho único sofreu uma acidente de automóvel na rodovia e correu risco de morte por dias na UTI, eu e meu marido não enlouquecemos porque a nossa fé era maior que tudo e também porque tínhamos a Paróquia Sagrada Família para nos refugiarmos nos momentos de maior angústia. E não só por isso: nesse momento difícil tínhamos as orações e o cuidado desse padre para conosco e nosso filho.

Então, assistindo a comoção desse povo que se entristece com a partida do padre Luiz, tenho certeza absoluta de que o povo que receber esse padre vai pular de alegria por ganhar um homem enviado de Deus, que vai transformar um novo lugar e aumentar mais e mais a fé de um outro rebanho carente de um pastor. E digo isso pois tenho a convicção de que aonde quer que ele vá, o trigo vai se transformar em pão, alimento em remédio e as flores ficarão ainda mais perfumadas.

A sua benção, padre Luiz. Navegue em outros mares, acalme as tormentas de outras ondas.

Alegria, alegria, o padre Luiz chegou!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Recordar é viver

Que saudade da Goiânia do meu tempo!

Sou do tempo em que brincávamos na enxurrada de barquinho de papel, de "batatinha frita 1,2,3" na rua 85 nos monturos de terra antes de asfaltá-la. Dos meus amigos e amigas de infância. Da Mônica, do Nando, do Júnior, da Cida Cascão,da Nini (Carmela Baiocchi), da Telkinha... Nooossa quanta gente e quanta saudade!

Saudade de dar uma volta de avião em Goiânia, à noite, com "Seu" Wagner Machado, Maria Antônia e os meninos. De ir na Feira Hippie domingo de manhã na praça Cívica e ver os artesanatos. O Mauricinho sempre em sua bicicleta Monareta, com um miquinho no ombro. De usar tamanco com salto de madeira, de ir à missa na Catedral, com pai e mãe, e na volta parar para tomar garapa em frente ao Palácio.

E falando em Catedral, deu saudade do Padre Lima, dos encontros de jovens, de comentar às missas da seis, junto com o Eduardo.Quanto tempo e quanta saudade!

Sou do tempo de ficar na porta, à tarde, eu, a Cida, a Mônica, vendo as pessoas voltarem do trabalho e os fãs passarem de carro. Do Chevette azul do Hamilton Carneiro, do Opala vinho do Nilton Rabelo, das aulas de inglês no Yázigi.

Também fiquei lembrando dos domingos à tarde, na Praça Tamandaré, do Tots, dos rachas, dos namoricos sem maldade... Saudade dos flertes. Nooossa passa um filme em minha cabeça.

E a Av. Tocantins? O Jóquei, o Automóvel Clube, os Cine Ouro e Cine Capri... Um luuuxo! Dos filmes " O primeiro amor" (Susan and Jeremy), Love Story, Romeu e Julieta, O Tubarão...

Nessa época, estudava no Ateneu. Saudade da galera de lá. Nilton Rabelo Júnior, iniciando a tocar e cantar, da Soraya Reis, da Sely Maia, da Silvia, do Armando Martinelli Júnior, tanta gente!!!

Me lembro ainda da minha casa na 85, do primeiro carro que dirigí, do Beijo Frio, dos Pit Dogs, da Pizzaria Cento e Dez, da Confeitaria Holandesa...

Como é bom recordar, e recordar é viver ou melhor reviver...

E aí? Alguém se reconheceu nesses lugares ou conheceu alguns dos personagens da minha lembraça? Gostaria que se tiver alguém desse tempo lendo isto aquí, me manda um recadinho, tá?

Beijos e saudades......


segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Nada resiste à Fé e ao Trabalho"

Oi pessoal,

Gostaria de comentar sobre um adesivo de um carro que ví hoje, pela manhã, quando vinha para o trabalho.
O adesivo dizia assim: "Nada resiste à Fé e ao Trabalho".
Achei a frase interessante, fiquei pensando e concordei .
Quando acreditamos em algo ou alguma coisa, e essa crença é uma convicção plena, tudo concorre para que se concretize o que acreditamos.
E quando se diz "Nada resiste...", esse nada é nada mesmo: nem doença, nem depressão, nem vício, ou seja, "N A D A", pode resistir a quem tem "FÉ".
Qualquer situação pode ser mudada, pela Fé e Oração. Acredite!
E quando se trabalha com disposição, com entusiasmo, o resultado é positivo, sempre!
Bem, eu penso assim, eu ajo assim, e você?

Um abraço a todos!!! Até....